quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

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Cabelos ondulados, rebeldes sobre os ombros. Entra na sala, cheia de si. Ela foge à regra. Ela me manobra tão bem quando permitoE nela descanso tudo. Arrisco olhar dentro da sua blusa enquanto ela leciona.Admiro suas pernas pelo corredor. Salto alto, andar ligeiro. Cheia de si, cheia.A regra foge dela.Levanta o queixo pra abrir um sorriso mudo e largo. Por que, professora, a senhora não pode gargalhar alto?!Alias, nunca faz nada que possa ser intimo.‘’Cada um em seu lugar, profissionalismo. ’’ Eu não queria esta no meu. Livre arbítrio pra desabotoar sua calça justa.Imagino coisas.Imagino coisas quando dialoga segurando meu braço ou tocando-me levemente nas mãos. Imagino coisas o tempo todo.

sábado, 30 de abril de 2011

As velhas sensações me invadem como uma musica retro,
Ainda assim consegue me manter atenta
porque neste estado de espírito as complexidades somem e as fúteis me interessam.

O coração se embala alto, desatento, feliz.
Não percebe o abismo que o cerca.
Não sabe da sua queda.
A qualquer momento, irá cortar as nuvens como um meteoro,
Queimando, se despedaçando.

Ah...mas
Meu vício cresce.
Esse cheiro me lembra o barulho do mar
Meu vício me mata.
Essa voz me acorrenta em um raio de sol
E ainda assim consigo me manter na mesma direção
Porque neste estado de espírito estou cega,
Estou fraca debaixo da sua indiferença
Faminta , seguindo sua sombra
Estou preocupada com o tempo que me resta
Indecisa com as palavras
Estou caindo aos pés da minha vilã.