quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

...

Cabelos ondulados, rebeldes sobre os ombros. Entra na sala, cheia de si. Ela foge à regra. Ela me manobra tão bem quando permitoE nela descanso tudo. Arrisco olhar dentro da sua blusa enquanto ela leciona.Admiro suas pernas pelo corredor. Salto alto, andar ligeiro. Cheia de si, cheia.A regra foge dela.Levanta o queixo pra abrir um sorriso mudo e largo. Por que, professora, a senhora não pode gargalhar alto?!Alias, nunca faz nada que possa ser intimo.‘’Cada um em seu lugar, profissionalismo. ’’ Eu não queria esta no meu. Livre arbítrio pra desabotoar sua calça justa.Imagino coisas.Imagino coisas quando dialoga segurando meu braço ou tocando-me levemente nas mãos. Imagino coisas o tempo todo.

sábado, 30 de abril de 2011

As velhas sensações me invadem como uma musica retro,
Ainda assim consegue me manter atenta
porque neste estado de espírito as complexidades somem e as fúteis me interessam.

O coração se embala alto, desatento, feliz.
Não percebe o abismo que o cerca.
Não sabe da sua queda.
A qualquer momento, irá cortar as nuvens como um meteoro,
Queimando, se despedaçando.

Ah...mas
Meu vício cresce.
Esse cheiro me lembra o barulho do mar
Meu vício me mata.
Essa voz me acorrenta em um raio de sol
E ainda assim consigo me manter na mesma direção
Porque neste estado de espírito estou cega,
Estou fraca debaixo da sua indiferença
Faminta , seguindo sua sombra
Estou preocupada com o tempo que me resta
Indecisa com as palavras
Estou caindo aos pés da minha vilã.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Manual


Não reclame!
O preço de se está vivendo à margem da sociedade é esse.
Não se assuste com os súbitos desejos de suicídio, com o desespero das questões existenciais. A vida vai ser sempre assim pra você... Cinza, na maioria das vezes.
Quer admitir a culpa ou não?
É que pra ser humano, mais do que coragem, é preciso fé.
Amor por algo, por alguém, por uma fantasia.
Não importa.
Tenha fé em alguma coisa. Espere milagres ou confunda isso com as coincidências do destino.
Personifique um ser:o teu “Deus”.
Chame quando precisar, chame do que quiser.
Louve da maneira que te convém.
Peça, peça, peça. Faça isso diariamente.
Ajoelhe-se para o nada. Reze para o silêncio.
Sinta-se absolvido "because you feel so".
Eu até queria te ensinar uma maneira diferente de enganar seus monstros, e te devolver alguns adjetivos.
Mas essa é a forma prática e quase infalível de voltar a ser sociável.
Entende?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

....definidos,indefinidos....


Os falsos pedidos de desculpa.
Os vícios escassos.
As consultas astrológicas desesperadoras.
Umas facadas no ego.

O sexo proibido, o pecado sem redenção.
O carinho tímido, os bares escondidos.
A conquista barata.
Uma perda de tempo.

Os insultos desnecessários.
Os murros na parede.
As piadas de uma péssima atriz.
Umas garras escondidas

O descaso com as horas, o descontrole biológico
O café ao meio dia, os jantares de madrugada.
A agonia ressentida.
Uma inutilidade atrás da outra.

Tudo ao contrario do futuro,
Do futuro previsto pela cartomante.
Tudo... me desdenhando.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010


Quando estacionei meu carro às 10 e meia da noite de frente pra uma lixeira do centro, ainda me corroia a dúvida se o que eu estava pra fazer tinha fundamento. Eu não estou apaixonada. Aliás, meu coração anda se confundindo com o asfalto da Av. Constantino Nery: duro e cheio de emendas. De qualquer maneira, as tentativas de tentar me amolecer aumentam de número. Assim sendo, liguei pra venezuelana 13 vezes!

“Bem,que se foda! Daqui pra amanhã,resolvo meu problema!”

Eu girei a chave do carro e dei a partida.
Fui surpreendida pelos dois grandes olhos negros dela no vidro do passageiro, me pedindo suavemente pra descer.
Sua casa era numa vila embutida num quarteirão de ruitas(não sei se essa palavra existe) estreitas, cheia de becos.
No caminho, pensei em desistir várias vezes.
A força do sexo me chutava pra frente. “Continua!”.
Meu medo só passou quando escutei o som dos 3 cadeados no portãozinho da frente e da chave trancando a porta da minúscula sala de estar.
Ela me conduziu direto pro segundo quarto. Conversamos um pouco o de sempre, o banal. E nem podia ser uma conversa mais profunda. Eu estava sendo vencida pela matéria. Meus olhos selecionavam a seqüência que as mãos deveriam obedecer. Tudo tocável, permitido, fácil. Até esqueci que o cheiro dela não me agradava. Esqueci!

Tentava fingir interesse, me sabotava momentos antes de um gozo, negados diversas vezes, pra responder às perguntas dela, pra ouvir suas estórias. E que perguntas! Tantas estórias! Tão pouco tempo.
Na situação que me encontrava,medidas deveriam ser tomadas. Meu intelecto foi brutalmente acionado.
O corpo por si só já não dava conta. Ele se posicionava, imitava a teoria do sexo. Mas em todos os livros de terapia sexual que já me foram devorados, não me lembro de nenhum capítulo que nos fornecesse informações necessárias de como excitar mulheres que falam de mais!

Quando minha mão finalmente completou seu curso e desceu aquele ventre quente e branco com cautela e precisão, o meu fogo sumiu! Simplesmente apagou, me deixando uma fumaça de dúvidas!
Sorri ironicamente e a beije com carinho. Acomodei meu braço longe da sua cintura que já me pedia atenção. Mas dei a ele segundos de gelo...

“Será que eu brochei?! Isso é...possível?!”

Sinto um alívio por não ter um pênis! A minha vergonha fica comigo, morre comigo!
Aquilo não tinha explicação, há poucos segundos tudo que eu queria era possuir a estrangeira, fazer - lá tremer e gritar em espanhol, todos os nomes sujos que conhece. E agora... eu estava lá, olhando pra TV de um quarto escuro,envergonhada.
O nariz lembrou-se do cheiro, as mãos das chaves do carro, o corpo inteiro de seguir a razão e de se levar de volta pra casa.
Eu culpei as horas e levantei. Ela não compreendeu. Queria que eu ficasse. Cobriu meu rosto vazio com beijos cheios de carinho.
Então, pela primeira vez eu vi sua ingenuidade e que a bruxa era eu.
Era eu quem tinha um coração de asfalto.
Eu não brochei. Mais uma vez fui salva pela bondade que ainda tinha.

E não sei o porquê, me acho digna de uns “Parabéns!”. Acho que... Inconscientemente, eu poupei uma vítima.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Adeus


Por que não amei você? Por que não me envolvi com seus olhos cansados,procurando em mim,alguma forma de conforto? E salvei seu elo perdido?Por que estive distante? Tão difícil de se tocar.

Difícil de conhecer.

Por que você ainda tenta?
Se eu soubesse me destravar.Expor esse interno vazio e escuro!
Talvez não estaríamos aqui,fechando esse ciclo,no meio dessa raiva. Nesse choro infeliz que parece não secar no seu rosto,irritando sua garganta.Dizendo absurdos.Procurando saídas.Fingindo esquecer que não sabíamos que esse seria o fim,desde do começo.
E você sabe que essa fraqueza se espalha pelo ar nos deixando impotente.

Estamos em um momento “stand by”, a um segundo de nos desligar por completo.
É o fim.
Mas não o definitivo!
O pior seria se você não tivesse outra chance pra amar.
Se algo tivesse arrancado seu coração,se eu te anputasse a alma,se eu engolisse sua vontade de viver e desmontasse sua coragem.
Mas,isso...isso é só um adeus cruel,difícil e...nem o primeiro e nem o último.

É um espinho incomodando sua passagem. Uma pedra inesperada em um CAMINHO estranho que você já pecorreu,onde eu já estive várias vezes.

Talvez um dia agente pare de tentar decorar os passos e comece a entender que ele nunca é o mesmo. Suas cores mudam.Sua intesidade distorce chão e relevo. E o que conta,é ate onde nossos pés podem chegar.

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Sou 1 ñ!"

Todas as mentiras que dizem ... são o que realmente me fazem ver a verdade.

Eu sei a dor dos puros, eu sinto!
E podia como muitos outros me curar com entorpercentes
ou com qualquer desvio autodesintregador ,
Mas eu quero ver ate onde minha pele queima.
Quero ver minha ferida se abrir e feder nas narinas,
Enferrujar os sorrisos!
Sendo o mau –feitor.
A lágrima quente!

Sairei à noite pra deitar no motel mais sujo das ruas do centro.
Sendo a noite emputecida de todos os dias.
O som dos carros noturnos.
As luzes amarelas e as sombras que apavoram as meretrizes,

Sendo o delírio que só os cegos alucinados, poderão ver.